COOPERATIVA DE DANÇA PARTICIPA DO III TIRADENTES EM CENA

Durante nove dias de maio, de 15 a 23, a pequena e saborosa cidade mineira do interior recebeu a III Mostra Tiradentes em Cena. O convite de participação feita à CPD surgiu de algumas conversas com o vice-presidente, Hélvio Tamoio, nos intervalos de ensaio de um grupo atuante na Ladeira da Memória no centro paulistano com ponto de partida e chegada no Centro de Referência da Dança-SP. Convite aceito e participação efetivada, vejam relato da atividade:

Depois de quase uma década presenciando e atuando no teatro catarinense, pelas mais diversas cidades interioranas, sentia a falta de um mínimo de prosa e não tinha a idéia do que acontecia e acontece pelas gerais de Minas. Ainda mais das cenas.

Com todas as gentilezas e delícias que a vida mineira oferece os espetáculos, alguns já assistidos (mesmo que em outros solos), não trouxeram grandes suspiros. Mesmo porque, como em qualquer outra seara, a criação parece também estar sob a tutela e racionamentos de algum tecnocrata “necessário”. Pelo menos no que tenho visto em cinemas, teatros e shows.

A novidade inserida na Mostra deu conta de abrir espaços para ocupação e residência artística na cidade. Junto a primeira investida estabelecida pela MUDA V de Belo Horizonte, nossa roda de prosa sobre ocupações e residências artísticas aconteceu num imenso casarão central que pode ser o ponto de alagamento para, quem sabe, uma lei contemplando necessidades de espaços para ensaios, montagens e formações. Além, de possíveis recursos de fomentos que já tem na cidade de São Paulo um indicativo consistente.

Como representante da Cooperativa Paulista de Dança e do Centro de Referencia da Dança – SP, coube-me um relato ilustrativo de vários momentos históricos com foco em processos de ocupações e consolidação de espaços públicos. Principalmente, para que se mantenham públicos.

Com a participação e manifestações de artistas da área das artes visuais, cênicas e do audiovisual as narrativas tiveram como apontamento necessidades e indicativas que, na realidade, não se distanciam do cotidiano de outros cantos e centros. Ou seja, o profissional artista continua distante de uma relação, efetivamente, profissional junto as representações do Estado brasileiro.

Hélvio Tamoio

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